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Paradoxos do Tempo

Novembro 24, 2007

Um belo dia de sol, estava eu dentro de um ônibus com mais 3 amigos indo para uma cachoeira em Petrópolis e derrepente eis que Daniel começa uma discussão sobre um paradoxo interessante sobre o tempo. Desde então, a discussão não sai da minha mente e não arranjo tanta resposta pra ela.

A questão era a possibilidade de uma viagem no tempo. Algumas teses foram defendidas, uma delas era a de que só é possível VER o passado, e não modificá-lo. Outra foi a de que é possível sim modificá-lo! Isso é o suficiente pra fazer a gente pensar por horas e horas.

De acordo com minha pouca sabedoria sobre o assunto, Einstein disse em sua teoria sobre Espaço-Tempo, que a gravidade tem a capacidade de, resumidamente, aumentar a velocidade que o tempo passa, ou seja, pensemos no seguinte caso:

“Há dois irmãos gêmeos de 40 anos cada um. Um deles vai viajar para fora do planeta Terra e ficar em lugares onde a gravidade é muito menor como a lua, o outro viverá normalmente na Terra. 10 anos depois, esse irmão que está no espaço, volta ao planeta. O irmão que ficou na Terra já tem cabelos brancos e algumas rugas a mais, talvez até um pouco de calvice. Porém, surpreendentemente o irmão que voltou do espaço, volta sem cabelos brancos, muito menos rugas e nada de calvice. Quase como saiu do planeta.”

Como isso é possível!?

Pois é, de acordo com as teorias desenvolvidas a esse respeito pelo genioso Einstein, isso ocorreria!

Pois bem, tendo essa confirmação em mãos, sabe-se que o tempo de um passou mais devagar do que para o outro. Ou seja, se eu vivo num planeta com mais gravidade do que a Terra, eu estaria avançando no tempo? Ou seja, eu estaria no futuro em relação a terra.

Sabe-se que é possível ver o passado através do fluxo de luz. Hoje em dia, quando os cientistas vêem um planeta a muitos anos luz, geralmente eles o vêem quase que acabando sua formação, o que ocorre com muitas estrelas avistadas a grandes distâncias. Porém, isso é apenas o passado do que é a realidade, pois a luz está caminhando até nós, ou seja, vemos as coisas atrasadas. Se uma estrela é avistada a 100 mil anos luz de distância, a estrela na verdade está atualmente a 100 mil anos luz a frente do que estamos vendo agora! Ficou claro?

Mas o fato de podermos mudar o passado é realmente difícil de compreender. Mas também não saberia provar que não é possível. Pois se eu estou numa situação daquela descrita no exemplo dos gêmeos, quando eu volto do espaço, eu estou no futuro em relação ao tempo que eu estava! Ou seja, se eu tivesse um calendário com cada um dos gêmeos, o que tivesse sempre no planeta Terra estaria vários dias a frente do outro irmão que voltou do espaço. Estranho pra você? Confuso? Pra mim também!

Pra terminar, gostaria de propôr uma situação nada possível, apenas hipotética pra explicar a intenção do que gostaria de passar.

Imagine que existam dois planetas “pertos um do outro” como Terra e Marte que chamaremos de planeta Alfa e Beta. O Alfa tem uma gravidade muito maior que o Beta, ou seja, o tempo no planeta Alfa passa mais rápido do que no planeta Beta. Porém, imagine que eu tenha a incrível habilidade de esticar minhas pernas até a distância que eu quiser! Eu estou residindo no planeta Alfa, e estico minhas pernas até o planeta Beta. Se nos basearmos no comentado acima, minhas pernas estariam num tempo mais devagar que no planeta Alfa, ou seja, meu corpo estaria em dois tempos diferentes ao mesmo tempo!?” .

Aguardo FeedBack de todos!

Abraços!

3 comments

  1. Pois é. A boa e velha discussão. Finalmente meu nome apareceu por aqui, e em breve, talvez apareça mais algumas vezes.

    Começando meu ponto pelo mais próximo possível do consenso, sobre a viagem ao futuro:
    Concordemos todos que o tempo de fato passa mais rápido conforme a gravidade aumenta, ou seja, se alguém suportasse a gravidade de um buraco negro, veria toda a eternidade passar diante de seus olhos. Suponhemos agora que algum dia inventem uma câmara que suporte a gravidade infinita (ou aomenos uma muito forte), e que haja um modo de levá-la até um buraco negro (ou muito próximo a um) e trazê-la de volta em um espaço de tempo curtíssimo, mas controlado com exatidão. A câmara ficaria o tempo calculado para que a diferença entre os tempos relativos fosse a desejada, por exemplo, iria em 20 de janeiro de 2008 às 22:45 e retornaria em 27 de fevereiro às 22:45, exatamente. Viagem para o futuro.

    A viagem para o passado é mais complexa e não gera tanto consenso. A melhor teoria atualmente é a da máquina do tempo de buraco de minhoca. Foi comprovado que, em escala atômica, certas partículas que só viriam a surgir posteriormente aparecem no universo. Os cientistas atribuem esse fenômeno aos chamados “buracos de minhoca”: túneis espaço-temporais que tem uma abertura em determinado momento e lugar e outra em outro momento - futuro ou passado! - e outro lugar. Se pudéssemos aumentar o buraco de minhoca até o nível macro, para que púdéssemos passar por ele, a viagem no tempo ao passado seria possível (com todas as implicações que isso tem, que serão discutidas posteriormente), e se dominássemos a lógica por trás desses túneis e pudéssemos controlar o destino da outra extremidade, poderiamos escolher para onde no tempo iríamos parar (passado ou futuro!).

    Por último, a situação complicada do homem-borracha. Só posso supor, logo diria que, de fato, o tempo passaria de forma diferente para cada espaço do corpo dele. Quer dizer, para o corpo que ficou em um planeta, as células se degenerariam em um tempo x e para a perna (detalhe, cada pedaço da perna teria uma gravidade diferente, portanto sofreria efeito diferente), que foi para uma gravidade maior, as células se degenerariam do mesmo jeito, é claro, mas para o ponto de vista da cabeça, muito mais devagar.
    Claro que há de se fazer duas observações: primeiro, acredito que em planetas vizinhos a diferença não seria tão gritante, mas mudemos o exemplo e imaginemos uma perna atravessando a galáxia. Segundo, na verdade, isso tecnicamente ACONTECE conosco, em escala imperceptível. Nossas pernas, por estarem mais perto do centro da terra enquanto estamos em pé, sofrem maior gravidade que nossas cabeças, por isso o tempo passa mais devagar pra elas. Bizarro, não?

    Que seja. Espero que os meus mesmos argumentos de sempre novamente ajudem na discussão. E em breve, aguardem surpresas da minha parte.

    ; )
    See ya!


  2. Ótimo post! Adorei o tema abordado. Poste mais. Você é incrível!


  3. A suposição levantada é um experimento PURAMENTE mental, sendo que JAMAIS a comparação de duas gravidades diferentes, nesta escala, poderá ser nem sequer testada por um ser que tenha nossa capacidade mental. Observe que nós, seres humanos, existimos como existimos por uma conjunção de fatores, chamado efeito antrópico.
    Portanto, este “paradoxo” por ti levantado não perfaz os requerimentos lógicos mínimo, Seria mais coerente imaginar dois corpos separados, absolutamente adaptados às gravidade destes dois supostos corpos, com dois marcadores de tempo ajustados igualmente. E algo semelhante já foi realizado e demostrado que, usando-se um tempo como referência a calibrar os dois relógios, em gravidades diferentes o tempo é diferente.
    Abraço
    Teri


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